Uma névoa de ilusão

 25/10

Crônica

Uma névoa de ilusão



Abro a porta da varanda, levantei meio que desanimada, fiz minha reverência de gratidão ao rei sol, agradeço todo dia que amanhece e por eu fazer parte da criação divina, contudo, ele não estava visivelmente presente, uma vez que a cidade está toda coberta por uma grande nevoeiro, até mesmo os maiores edifícios estavam encobertos, como se nunca houvessem sido construídos.

O sol é uma fonte de luz inesgotável, quando aparentemente ele não dá o ar da graça,  faça  frio ou chuva, ele permanece fiel, aquecendo e envolvendo o planeta com seus raios amorosos, energizando todo o planeta, quando me deixo levar pela poesia imagino os raios solares como bênçãos divinas se conectando comigo todos os dias. 

A reflexão de hoje é sobre a ilusão muitas vezes nos deixamos enganar pela aparência, o feio só existe, porque existe o belo para comparar, a luz e as sombras se completam para formar tudo que existe.

Quando estamos iludidos observamos somente um lado esquecendo os pequenos detalhes, um pouco de luz e sombra se faz necessário em nossas vidas, ficar triste não significa ser triste, estar alegre não significa ser alegre.

Dito isto podemos afirmar que  independente do nevoeiro, o sol e o horizonte existem, é apenas um instante que pode ser transformado a qualquer momento, basta mudar o pensamento e a vibração muda, basta apenas um pequeno vento para descobrir tudo.

 Senhor, dai-me olhos de ver e ouvidos de ouvir e me oriente para que eu faça boas escolhas durante a minha existência.

Estar encoberto não significa que não existe. Fica a dica!

Por: S.M.A.


Sindrome do Ninho Vazio

 7 de setembro 





A Sindrome do Ninho vazio exige uma metaforfose


Da varanda do 303, observo a lua que está linda, é noite de lua cheia e  teremos o eclipse lunar por volta das 23h12 e 23h43, assim informa, o senhor Google, e por um momento penso no meu filhote mais novo, aquele  que adora tirar fotos da lua, sempre fui mãe coruja, daquelas que só tem olhos para os filhos. 

Hoje, contudo, me transformei numa mãe águia que permite aos filhos voarem e a presença deles está apenas no meu coração. Confesso que aqui um nó se formou na minha garganta ao digitar esta reflexão. 

Ser mãe coruja significa manter debaixo das asas, proteger de tudo e de todos. Contudo, proteger demais fragiliza e os torna dependentes demais e nem sempre estarei aqui para colocá-los debaixo de minhas asas. 

 O que  seria imprudência, pois ao  cuidar demais podemos  perder a mão e de alguma  forma   subjugar, manter preso é o mesmo que  cortar-lhes as asas.

Entretanto,  meu amor é  racional e jamais faria isso com eles. Por isso, deixei-os ir. Ademais,  acredito na educação que dei a eles e no potencial dos meus filhos, de   conseguirem resolver qualquer situação que a vida apresentar-lhes. Eles com certeza irão enfrentar  desafios e também alguns grandes obstáculos, sei disso.

Entretanto, sentir o prazer de se sair bem das situações ou até mesmo de errar e corrigir seus erros é um direito que lhes cabe, pois isso significa viver em plenitude. Acredite, isso não significa abandono e sim, confiança, eu não seria uma boa mãe se os prendessem debaixo de minhas asas, quero observar seus altos voos, se caírem, com certeza, terão forças para levantar, pois, eu sei que Deus estará presente na vida deles. 

Foi assim, observando a lua cheia  que percebi que de coruja passei a ser mãe águia, pois, deixei meus filhotes livres para voar e viver com plena  liberdade. Sei que eles estarão para sempre guardados no meu coração, confio na capacidade dos meus filhos e na proteção divina. 

Mudar de coruja para águia foi necessário uma verdadeira metamorfose, confesso que foi doloroso ver meu ninho vazio. Hoje subo na mais alta montanha da minha fé e agradeço a Deus por me ensinar a deixar voar. Eu sempre estarei aqui, com meu afeto,  para acolher debaixo de minhas asas, quando precisarem.

Mães, acredito que deixar voar é a maior prova de amor materno. 

Por: Sonia. M.A.


 17 de setembro 



A importância do contexto 


Da varanda do 303, observo  correr pelo asfalto quente um grande lagarto sendo perseguido por uma andorinha, que levanta voo alto e retorna com toda velocidade e bica a cabeça do lagarto, repetindo isso por diversas vezes, eu acho interessante o espetáculo, uma vez, que ele não reage contra  e continua a correr buscando uma moita ao lado do meio fio para se proteger, a andorinha corajosa continua a investir sobre ele, atacando a cabeça e as vezes o rabo do Teiú.

Eu nunca pensei que uma andorinha poderia ser tão briguenta, ela não desiste e continua a perseguir o pobre, que com suas pequenas patinhas corre desesperadamente em busca de refúgio, até que ultrapassa, por uma fresta o muro que dá para chácara vizinha, a andorinha por sua vez,  voa  bem alto e pousa em cima da copa de uma grande árvore e fica observando atentamente tentando encontrar o lagarto que já se escondeu no matagal.

As divergências e conflitos existem  em todos os reinos dos  que buscam a sobrevivência, contudo, eu passei a divagar sobre o porquê da  andorinha estar tão irada  com o lagarto?

Algumas suposições  surgem em minha mente:  será que ele comeu seus ovos? Atacou seus filhotes? Eu não conheço muito de biologia e desconheço a cadeia alimentar do lagarto, mas ao observar fiquei com pena da humilhação do pobre, e acabei por fazer um pré-julgamento, fiquei com pena do dito cujo, afinal , quem  está atacando é a andorinha que apesar de ser singela estava muito irada e ataca de maneira implacável. 

Eu prejulguei baseado na violência excessiva,  parecia ser um ataque  sem fundamento. A partir do momento que  comecei a refletir sobre o porquê de tal atitude, passei a pensar na importância de conhecer o contexto, antes de julgar.

O ataque  parecia díspares, assim, sem entender o contexto, meu julgamento foi leviano, quem era a verdadeira vítima? Qual foi o fato que gerou tamanha ira a ponto de gerar uma ataque de  violência. 

Nem sempre quem apanha é a verdadeira vítima, precisamos ficar atentos, pois, toda ação produz uma reação. O que gerou tamanha ira na singela e raivosa andorinha? No entanto,  quem partiu para  violência foi ela, seu ato violento tirou-lhe toda razão, diante do senso comum.

Esse momento me fez recordar de um conflito que presenciei no paraiso das letras, porém optei por não tomar partido por não entender todo contexto. 

Todos nós  seres vivos  têmos as nossas  lutas,  quem olha de fora, não têm o domínio para julgar  uma situação, eu bem sei. Contudo, não me  julgue por tomar partido do pobre lagarto, de fato, não sei se ele  tem razão. 

Não, por favor, não julgue sem ler o texto e entender o contexto, isso é apenas uma pequena reflexão.

Quem de fato é lagarto ou quem é de fato é  singela andorinha? Quem de fato tem a razão, eu, o lagarto, ou a andorinha?  Será a vírgula? Será o ponto? Quem será? Quais são suas lutas e suas dores?

Não, é apenas uma reflexão, ou apenas  uma questão de interpretação. 

Por Sonia Maria Alves.


Crônicas da Varanda 303

 Crônicas da varanda 303


15 de setembro



Da varanda do 303, observo na paisagem nublada alguns prédios e um questionamento surge em meus pensamentos: Quantas pessoas moram naquele prédio, geralmente esses prédios mais comuns tem no mínimo 8 apartamentos por andar,  sendo 16 andares se levarmos em conta que hoje em dia as famílias são pequenas o número de morador por apartamento varia entre 1 a 3 pessoas no máximo, são duas torres semelhantes no mesmo condomínio. Sei lá quantas pessoas moram lá,  são milhares de edifícios espalhados por essa região que cresceu muito verticalmente.

O dia continua nublado, um ventinho gostoso anuncia uma chuva fina e gelada, algumas gotas já molham o  meu rosto, um cheiro de mato misturado com poeira, uma chuva abençoada, uma vez que o Brasil estava em chamas até ontem, resultado de  um calor imenso e vários meses sem uma chuva decente, portanto  ela é muito bem-vinda.
Apesar do crescimento vertiginoso, a região aqui é muito bonita, tem um lago e um aterro com várias atividades esportivas para lazer para a comunidade que mora em torno. Da minha varanda posso ver as copas das árvores e todo seu colorido nos dias ensolarados, porém hoje está nublado.
 Outrora, era um gleba cercada de milhares de árvores e um lago, hoje uma gleba de milhares de edifícios e algumas árvores e felizmente um lindo lago todo urbanizado e preservado.
O céu permanece nublado e a chuva se intensifica, ao longe vejo um avião que passa bem próximo a torre do edifício que eu observo, logo em seguida outro que segue a mesma rota passa rente as duas torres, rumo ao aeroporto da minha linda cidade.
 Eis que  uma triste lembrança surge da minha  memória, uma tristeza que abalou o mundo 11 de  setembro de 2001, em torno de  3 mil de pessoas perderam suas vidas, com dois aviões que colidiram  com uma rota intecional, levou milhares de pessoas para morte, a chuva se intensifica e eu me lembro das lágrimas derramadas pela  população mundial, um suspiro brota do meu peito, graças a Deus que é 15 de setembro de 2024.
Sinceramente gostaria de não ter vivenciado e gravado esta triste lembrança na minha memória, pois ela mostra que a vida é tão frágil quando o ser humano se desumaniza  ao  dar mais valor ao jogo de poder do que ao ser. 
Realmente relembrar é sofrer duas vezes, o ambiente afeta nossas emoções,  o dia nublado deixou meu coração triste. Bora,  agradecer a chuva e mudar essa  vibração. 







Plantas que curam

 Eu tenho sempre um grande interesse nas plantas medicinais, e faço uso delas, no meu dia a dia, elas fazem bem para mim, contudo todos precisamos ter consciência que cada ser humano é único, funciona para mim, porem pode não fazer o mesmo efeito em você, portanto cuidado e não o use nada em excesso, afinal tudo em excesso faz mal. 

A Erva-cidreira é uma planta que tenho no meu quintal, ela também é conhecida como Melissa, é uma planta de até 1 metro de altura, folhas opostas e ovais serradas, textura áspera, possui pequeninas flores brancas, cheiro forte e agradável.

Para que serve: para afecções gástricas e nervosas, dores de cabeça, dores reumáticas, enxaqueca, má circulação do sangue, resfriados, tosses.

Como usar: fazer chá com as folhas frescas.

Rasgo umas 3 folhas e coloco em uma caneca de água quente, coloco um pires para fechar a caneca, deixo ficar morna e tomo antes de dormir, acordo sempre melhor.

Lembre-se se seu mal-estar persistir procure um médico.



Existe o Capim Cidreira esse eu fervo várias folhas em um bule de água, deixo amornar e tomo durante o dia, isso me deixa calma, só não tomo sempre, porque me faz  ficar calma de mais e fico também muito sonolenta.  



A vida na expressão terrestre

 Estudo da obra "Boa Nova" Francisco Candido Xavier pelo espirito  Humberto de Campos

Destacamos o trecho para reflexão  sobre a vida na Terra (p.63). 

 "A vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa.

A infância é a sua ramagem verdejante.

A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas.

A velhice é o fruto da experiência e da sabedoria.

Há ramagem que morrem depois do primeiro beijo do sol, e flores que caem ao primeiro sopro da primavera.

O fruto, porém, é sempre uma benção do todo poderoso.

A ramagem é uma esperança; a flor uma promessa; 

o fruto é a realização.

Só ele contém o doce mistério da vida, cuja fonte se perde no infinito da divindade."


A  experiência humana  na terra pela visão materialista  que segue o seguinte fluxo, nascer, viver, morrer e  tudo se acaba  em pó,  e este trecho então seria apenas uma visão poética da vida, pois  e este fluxo não faria sentido algum se o fruto irá perecer.

Contudo por acreditar na  eternidade do espírito,  tudo isso faz sentido, uma vez que  na visão da eternidade da alma,  as ramagens e as flores não morrem nunca e seguem sempre para o fruto da edificação eterna do  espírito, as sementes contidas no fruto sempre brotam  resultando em outra experiência de vida, na eternidade do tempo.

Na grandiosidade da  visão espiritual, o aprendizado na terra corresponde a uma hora de aula.

Por isso que observamos jovens com experiências milenar e velhos sem reflexão e sem esperança alguma, pois, ainda não perceberam que somos espíritos imortais e estamos na terra só de passagem.

Fazer este  percurso terreno com dignidade e dedicação  é muito importante para evolução do espírito.

Apenas uma reflexão do estudo de hoje 29/06/2021.


Agradeço a fotógrafa  Raquel Alves que me permitiu publicar no meu blog seu trabalho. 



A ciência merece o meu respeito e a minha gratidão sabe o porquê?

 



Hoje dia 08 de junho as 07h30min da manhã, eu fui receber a primeira dose da vacina AstraZeneca, já na entrada do posto de saúde, fiquei admirada pela organização do atendimento, pois tinha dois profissionais da saúde todos com seus EPIS, gentilmente conferiram os documentos, e me encaminharam para guichê da recepção e ali  a escrituraria fez alguns questionamentos conforme o protocolo de segurança do posto, como eu preenchi os requisitos,  ela  registrou no sistema, e me entregou a carteira de vacina de  adulto, e pediu para aguardar o chamado no monitor rapidamente  apareceu meu nome e o número da a sala de vacinação.

Eu entrei na sala e uma técnica enfermagem devidamente paramentada explicou para mim como seria o procedimento, pediu para eu relaxar, mostrou a vacina ainda no vidro e explicou a dosagem da vacina, pegou uma seringa descartável, ambiente limpo e organizado, aplicou a vacina e a outra profissional observando que eu queria registrar o momento fez a fotografia do momento, recebi a vacina e todas as orientações e fui para minha casa feliz, por estar a poucos passos de vencer a COVID-19, mas durante todo dia pensei nas 6,9 milhões e pessoas que já morreram porque não tiveram acesso a vacina a tempo, eu pensei nos meus colegas que faleceram recentemente devido ao coronavírus, pessoas que talvez por medo ou falta de conhecimento recusaram receber a vacina e faleceram, não pude deixar de chorar por todas estas pessoas e pela dor dos seus familiares.

Meus pensamentos foram para aquele frasquinho de vacina, quantas pessoas trabalharam para que o conteúdo dos frascos chegasse até as pessoas e salvassem suas vidas. Fiquei imaginando a equipe de cientistas que atravessaram dias e noites estudando e trabalhando nos laboratórios, correndo contra o tempo para vencer a morte, para buscar uma solução e salvar vidas, não posso tomar esta primeira dose sem agradecer a todos os cientistas e aos profissionais da saúde que fizeram o possível e o impossível para vencer a COVID-19.

Eu pensei como é lamentável que a falta de conhecimento leve pessoas a morte, sei que todos nós vamos um dia morrer, mas Deus nos deu talentos para lutarmos pela vida, e muitos profissionais se dedicam a lutar pela vida e melhorar a qualidade dela. Quando no século XVIII Edward Jenner observando que pessoas que ordenhavam as vacas ficavam imunes a varíola e quando a varíola tomou conta do planeta, aqueles que acreditaram na técnica de imunização e experimentaram sobreviveram. Graças à persistência de muitos a ciência continua a avançar a largos passos.

Entretanto nós estamos no século XXI e infelizmente ainda existem pessoas que negam os avanços da ciência, sem pensar que quem se propõe a fazer ciência trabalha no silêncio para garantir maior tempo de vida para todos e a grande maioria desses profissionais são mal renumerados, mesmo assim trabalham pela vida, estou ciente que tudo foi feito numa luta insana contra o tempo para vencer a COVID-19, sei que não temos 100% de garantia de eficácia, contudo ninguém pode garantir que estará vivo no próximo segundo, pois a morte tem seus mistérios e pode chegar sem avisar.

 Ao receber a dose eu estava ciente dos riscos, pois cada organismo reage de um jeito, mesmo diante de todos os riscos, uma vez que posso morrer em qualquer momento, eu registro aqui que acredito em todos os homens e mulheres que fazem ciência e que trabalharam incansavelmente para vencer esta pandemia, assim eu deixo o registro nesta crônica minha gratidão a todos os profissionais da saúde e a todos que direta ou indiretamente contribuíram para elaboração da vacina e fizeram-na chegar a cada um de nós habitantes deste planeta e salvaram nossas vidas. Muito obrigada! Muito obrigada mesmo!

Londrina 08/05/2021

Firmeza e flexibilidade

                                  


 

Para iniciar a reflexão sobre o tema é necessário entender o significado de cada um dos vocábulos abaixo, para isso recorremos ao dicionário Caldas Aulete:

Firme: significa sólido, seguro, determinado, que não vacila.

Rígido: significa rigoroso, o rígido não aceita mudança, não é flexível, não aceita ser contrariado.

Flexível: significa ter elasticidade, aceita mudanças, curva e até dobra, mas não quebra.

Ser firme não significa ser rígido, e ser flexível não significa ser fraco, não vamos confundir as coisas, aceitar mudanças significa encontrar novos rumos para atingir seu destino, um ser que é firme sabe o que quer, contudo sabem que a vida é movimento constante, todos estamos em processo de transformação, portanto a firmeza e flexibilidade se completam.

A firmeza e a flexibilidade se completam, uma vez que, a flexibilidade impede o firme de ser rígido, e a firmeza impede o flexível de ser fraco. Pense nisso! Pois, a flexibilidade conduz a interações harmônicas.




Tristeza diante da perda

                   A tristeza faz parte do período de luto, a função da tristeza é promover um ajustamento íntimo, para que a pessoa  recomece uma nova etapa existencial. A tristeza é um processo, um estado passageiro, por isso é necessário respeitar este momento e amparar o ser humano que está passando pelo período de luto e tristeza. Isto vai passar, deixe as lágrimas correrem, só apoie, ampare, pois somente  o tempo vai ajudar no ajustamento  mental. 





Perda


  Diante de uma perda 

São naturais: o desequilíbrio, a dor,  o pesar, e as lágrimas, pois o ser humano passa por processos psicológicos de adaptação e de reequilíbrio diante das perdas da vida.

A morte na terra é o termino somente da existência física, é a passagem do ser infinito para nova forma existencial.

O que chamamos de morte faz parte de um processo da vida é necessario que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamamos de  destruição não passa de transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos. Toda dor que vivenciamos tem o poder de nos transformar. Ao sentir a dor da perda jamais seremos os mesmos, nos transformamos em outra pessoa, desenvolvemos a empatia e amadurecemos. 






Obsessão e as fases do processo obsessivo

A obsessão e as fases do processo obsessivo 

A ação obsessiva é marcada por momentos diversos de atuação de um ser sobre o outro, pode se apresentar sob os seguintes aspectos:

  • Desencarnado sobre encarnado
  • Encarnado sobre desencarnado
  • Encarnado sobre encarnado
  • Encarnado sobre si mesmo ( "O homem não raramente é obsessor de si mesmo".)
São detectadas as seguintes fases:

  • insinuação
  • assédio
  • conexão mental 
  • domínio
 De acordo com a doutrina espírita  obsessão, significa a  atuação  ou  domínio que um ou mais espíritos exercem sobre outro.
Segundo Kardec "A obsessão consiste no domínio que maus espíritos assumem sobre certas pessoas como objetivo de escravizar e submeter à vontade deles, pelo prazer que experimentam em fazer mal". (ZIRMMERMANN, 2011, p. 478).


Tem solução para obsessão? Tem sim "JESUS e seus ensinamentos".

Como vencer a obsessão buscar ajuda espiritual, manter o padrão vibratório e atitudes no bem, vigiar e orar, passes, educação é a palavra, cuidar da sua casa mental,  para pensar e agir no bem, para não ser fantoche de ninguém, nem encarnado nem desencarnado.


Vamos estudar um pouquinho das fases da obsessão:

Insinuação:
O obsessor busca atrair a distância  a sintonia do obsidiado  enviando, ideias imagens, usa da insinuação maligna para fazer uma  ponte de acesso à mente do paciente aproveita de sua  falta de vigilância, o perseguidor sem amor é sagaz e a partir daí, atua, usam da telepatia, hipnotismo, magnetismo para invadir o sagrado território mental dos irmãos desprevenidos que não entenderam a advertência de Jesus "Vigiai e Orai". Observe seus pensamentos verifique se são realmente seus?

Assédio

As portas da mente são abertas pela insinuação, levam o perseguidor a um cerco mental mais insistente: é o assédio obsessivo, cujos efeitos passam a ser percebidos, pois geram mudanças perigosas de atitudes, pensamentos às vezes desordenados, falhas de memória, falta de concentração, cansaço físico e mental, entre outros sintomas  de doenças  nas quais o médico não consegue detectar a causa de , exaustão, dores de cabeça, febre, vômitos, ansiedade sempre querendo sair do lugar em que está, falta de concentração dificuldade em realizar cálculos, confusão mental, sai e retorna sem saber o que foi fazer ao retornar. Aqui já está na fase do assedio ostensivo.

A insinuação é uma ação premeditada, porém  acontece com muita frequência que um espírito em sofrimento  enlouquecido pelas angustias e dor  se aproxime do ser invigilante e sem se dar conta  do mal que  está fazendo provocando, alguns são usados por obsessores mais cruéis e inteligentes para atormentar sua vítima que são seu alvo, ações movidas muitas vezes  por ódio ou vingança.
 
André Luiz afirmava que somos satélites uns dos outros, assim como expedimos raios magnéticos recebemo-los ao mesmo tempo. 


Em caso de mediunidade a situação é extremamente delicada uma vez que o médium é perispiritualmente mais sensível, por isso precisa buscar o conhecimento e estar sempre vigiando e orando, para ter sabedoria e discernimento e assim saber identificar seus sentimentos, suas emoções e vigiar os pensamentos, buscar conhecer a si mesmo, é muito importante conhecer o processo,  com humildade e paciência, juntamente com a persistência no serviço de auxilio consiga se livrar da perniciosa influenciação. 

Conexão mental


O assédio fica mais agravante com o estreitamento das partes envolvidas, quando o influenciado se entrega a influenciação, que hora se dava de maneira sútil,  passa agora a ser mais densa e ostensiva é a fase da conexão mental em que o períspirito do perseguidor passa a ligar-se mais ao corpo espiritual do obsidiado, inaugurando as possibilidades de justaposição perispirítica, que abre as portas não só para  um tipo de fascinação mis persistente como para  os processos simbióticos e parasitários .
nesta fase as ligação mente a mente se estabelece enfraquecendo gradual e dramaticamente a vontade do paciente, que fica subjugado ao seu obsessor. Aqui se inicia a fase do domínio.


Domínio

É a fase mais grave do processo obsessivo, pois aqui acontece a quebra de resistência  do ser obsidiado que permite o  seu perseguidor instalar seu domínio mental sobre si, a subjugação acontece, o sujeito perde a capacidade de discernir e os espírito obsessor assume a sua  vontade, e este vira um fantoche controlado pelo seu algoz. 

Quando o sujeito luta contra as ideias e vibrações na fase do processo de insinuação a reversão ocorre com facilidade com passes magnéticos e o tratamento mediúnico, prece, reforma íntima (mudança de atitude no bem, ou seja busca a auto educação),  isso se chama resistência, pois quando você quer fechar suas janelas e portas os trabalhadores do bem te ajudam, na proteção sagrada de sua casa mental.

Quando você aceita as insinuações e tem um deleite nas ideias você  está abrindo as portas de seu mental para estranhos passivamente, o processo  se instala, e age como um tumor que só vai crescendo até tomar conta da sua casa mental e você passa ser subjugado até perder todas suas forças, sofre e faz sofrer aqueles que estão em torno de você, pois esta é a intenção de seus algozes, os espíritos protetores respeitam seu livre arbítrio, mas antes mandam diversos avisos, precisa estar atento e proteger sua casa mental.

 Cuide bem da sua casa mental.

Este aviso serve para todos nós! 

Hobby é uma forma de lazer que acalma a mente

 Pintar é meu passatempo preferido

Arrume um hobby, vai fazer muito  bem para saúde mental.

 Gosto muito das cores e pintar é meu  passatempo preferido, a pintura me deixa calma parece uma meditação, me ajuda a por as ideias em ordem, um momento de prazer e lazer. Compartilho com vocês meu último projeto.

Pinto por prazer não me importa se as pessoas vão gostar, ou não, eu gostei e isso me basta.

Já vendi muitos quadros e isso ajuda a pagar os gastos com tintas e pinceis, mas se não vender não me importo, o importante é o prazer que tive ao pintar cada detalhe, fico horas ali buscando encontrar o melhor traço  dou o meu melhor, é muito bom pintar deixo a dica: Faça algo que te agrada e lhe promova alegria.  Fique bem, fique em paz.






 

Crônica de Rubem Braga " Um Sonho"

 Um Sonho


Não posso escrever outra coisa. E não devia escrever nada hoje. Penso um instante no que sentirão os leitores: essa coisa que me emociona de maneira tão profunda, o sonho que ainda dói no corpo e na alma, será para eles uma história vulgar; pior ainda, precisarei escrever com muito cuidado, para que esse instante de infinita pureza que eu vivi não pareça, a outrem, apenas um pequeno trecho de literatura barata.

Na verdade não houve nem mesmo um beijo, ou, se ele perdeu qualquer sentido, para ficar apenas dentro de mim essa impressão de doçura  profunda  e perfeita felicidade. Aquela mulher estava nua. E escrevendo “mulher nua” no jornal, como soa a escândalo! Seria preciso escrever com uma grande delicadeza para fazer sentir o que senti naquele momento: beleza, pureza - alguma coisa tão limpa e tão suave, além de qualquer desejo, apenas o sentimento da vida mansa daquela pele de um dourado  pálido.

Além  dos nosso sentidos há um outro - mas eu não estou falando  de coisas  espirituais, eu estou falando em sentimentos vividos em um instante em que não há diferença entre as coisas materiais e espirituais. Se as linhas do seu corpo ainda existiam, eram como uma vaga lembrança, um desenho imaterial suspenso no ar. O que me emocionava era a carne, como se eu vivesse a vida de seus tecidos, a sua doce vida perante o ar - leve como um sussurro de ramos longe, como um ruflar de ave imponderável, um murmúrio perdido na distância. E seu corpo era tão belo que senti um aperto na garganta, e os olhos úmidos.

Perdido! Eu lutava confusamente para não despertar de todo, pois sabia que então estaria perdido para sempre esse corpo feito de carne e de sonho. Uma angústia se apossou de mim, a claridade da janela me feria os olhos, afundei a  cabeça no leito para salvar essa visão de vinte anos antes.

E ainda o revi por um instante, como se estivesse sumindo em uma luz dourada, e na luz se perdendo, voltando a ser apenas luz.

Desperto. Penso um instante nessa mulher de quem há tantos anos não tenho notícia nem quase lembrança, essa que foi perfeita na dignidade e na pureza de sua nudez - e que hoje ainda não sei em que cidade ou país, não sei ao lado de quem - nem sei mesmo se ainda vive. Sua pessoa, sua risada, sua amargura, e o som de sua voz, tudo se perdeu em mim. Mas por um instante viveu, no meu sonho, aquele esplendor suave de uma nudez, que eu guardara tão quietamente no fundo de minha emoção como se quisesse proteger de todo o lirismo e de toda a sensualidade o momento melhor de minha vida.

Maio, 1952.



Rubem Braga, nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, em 12 de janeiro de 1913, e morreu no Rio de Janeiro em dezembro de 1990.

 Exclusivamente cronista  escrevia para jornais e revistas.

Gosto muito de suas crônicas e deixo a dica quem gosta de uma leitura, rápida e fluida, vale  a pena adquirir o livro “ 200 crônicas escolhidas” do autor Rubem Braga.






Uma névoa de ilusão

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