Abro a porta da varanda. Levantei meio desanimada e, como faço todas as manhãs, fiz minha reverência de gratidão ao rei sol. Agradeço por mais um dia e por fazer parte da criação divina.
Contudo, hoje ele não estava visivelmente presente.
A cidade amanheceu coberta por um grande nevoeiro. Até os edifícios mais altos desapareceram da paisagem, como se nunca tivessem sido construídos.
Mas eu sei que estão lá.
Assim como sei que o sol também está.
O sol é uma fonte inesgotável de luz. Mesmo quando não dá o ar da graça, faça frio ou chuva, permanece fiel, aquecendo e envolvendo o planeta com seus raios. Quando me deixo levar pela poesia, gosto de imaginá-los como bênçãos divinas que, silenciosamente, chegam até mim todos os dias.
Talvez tenha sido o nevoeiro que me levou à reflexão de hoje: quantas vezes nos deixamos enganar pelas aparências?
O feio só existe porque conhecemos o belo. A luz nos permite perceber a sombra, e talvez ambas sejam necessárias para enxergarmos a paisagem por inteiro.
Na vida também é assim.
Quando estamos iludidos, enxergamos apenas uma parte e nos esquecemos dos pequenos detalhes. Nem tudo é somente luz, nem tudo é somente sombra. Ficar triste não significa ser triste. Estar alegre não significa ser alegre.
O nevoeiro diante da minha varanda me lembra disso.
Ele encobre os edifícios, esconde o horizonte e impede que eu veja o sol. No entanto, nada deixou de existir porque meus olhos não conseguem enxergar.
Talvez alguns momentos da nossa vida sejam assim também: uma névoa passageira sobre aquilo que continua lá.
Às vezes, basta mudar o pensamento para que a vibração também mude. Outras vezes, é preciso apenas esperar.
Afinal, basta um pequeno sopro de vento para que o nevoeiro se desfaça e a paisagem volte a se revelar.
Senhor, dai-me olhos de ver e ouvidos de ouvir. Orientai-me para que eu consiga enxergar além das aparências e faça boas escolhas durante a minha existência.
Da varanda do 303, observo a lua, que está linda. É noite de
lua cheia, e teremos um eclipse lunar por volta das 23h12 às 23h43, assim
informa o senhor Google.
Por um momento, penso no meu filhote mais novo, aquele que
adora tirar fotos da lua.
Sempre fui mãe coruja, daquelas que só têm olhos para os
filhos.
Hoje, contudo, transformei-me numa mãe águia, que permite
aos filhos voarem. Agora, a presença deles está apenas no meu coração.
Confesso que, aqui, um nó se formou na minha garganta ao
digitar esta reflexão.
Ser mãe coruja significa manter os filhos debaixo das asas,
protegê-los de tudo e de todos. Contudo, proteger demais também pode
fragilizá-los e torná-los dependentes. E nem sempre estarei aqui para
colocá-los debaixo das minhas asas.
Cuidar demais pode nos fazer perder a mão e, de alguma
forma, subjugar. Manter preso é quase o mesmo que cortar as asas.
Entretanto, meu amor é racional, e jamais faria isso com
eles.
Por isso, deixei-os voar.
Ademais, acredito na educação que dei a eles e no potencial
dos meus filhos para resolver qualquer situação que a vida lhes apresentar.
Eles, com certeza, enfrentarão desafios e também alguns grandes obstáculos. Sei
disso.
Entretanto, sentir o prazer de se sair bem diante das
situações ou até mesmo errar e corrigir os próprios erros é um direito deles,
pois isso também significa viver em plenitude.
Acredite: isso não significa abandono, e sim confiança.
Eu não seria uma boa mãe se os prendesse debaixo das minhas
asas. Quero observar seus altos voos. Se caírem, com certeza terão forças para
se levantar, pois sei que Deus estará presente na vida deles.
Foi assim, observando a lua cheia, que percebi que, de
coruja, passei a ser mãe águia. Deixei meus filhotes livres para voar e viver
em plena liberdade.
Sei que estarão para sempre guardados no meu coração. Confio
na capacidade dos meus filhos e na proteção divina.
E você? Está mais para coruja ou para águia?
Para passar de coruja a águia, ocorreu em mim uma verdadeira
metamorfose. Confesso que foi doloroso ver meu ninho vazio.
Hoje, subo na mais alta montanha da minha fé e agradeço a
Deus por ter me ensinado a deixá-los voar.
Eu sempre estarei aqui, com meu afeto, para acolhê-los
debaixo das minhas asas quando precisarem. Contudo, não sei até quando.
Por isso, aprendi a deixá-los voar.
Pois isso também é amar.
Vamos deixar nossas crias voarem. Afinal, como nos lembra
Khalil Gibran em sua reflexão sobre os filhos, eles vêm através de nós, mas não
nos pertencem.
Da varanda do 303, observo um grande lagarto correndo pelo
asfalto, perseguido por uma andorinha que levanta voo, sobe e retorna com toda
a velocidade para bicar a cabeça dele. E repete isso diversas vezes.
Acho interessante o espetáculo, uma vez que ele não reage e
continua a correr, buscando uma moita ao lado do meio-fio para se proteger. A
andorinha, irada e corajosa, continua a investir contra ele, atacando-lhe a
cabeça e, às vezes, o rabo.
Eu nunca pensei que uma andorinha pudesse ser tão briguenta.
Ela não desiste e continua a perseguir o pobre, que, com suas pequenas
patinhas, corre desesperadamente em busca de refúgio, até que consegue passar
por uma fresta no muro que dá para uma chácara.
A andorinha, por sua vez, voa bem alto, pousa na copa de uma
grande árvore e fica observando atentamente, tentando encontrar o lagarto que
já se escondeu no matagal.
As divergências e os conflitos existem em todos os reinos
daqueles que buscam a sobrevivência. Contudo, passei a divagar sobre o porquê
de a andorinha estar tão irada com o lagarto.
Algumas suposições surgem em minha mente: será que ele comeu
seus ovos? Atacou seus filhotes?
Eu não conheço muito de biologia e desconheço a cadeia
alimentar do lagarto, mas, ao observar a cena, fiquei com pena da humilhação do
pobre e acabei fazendo um pré-julgamento. Fiquei com pena do dito cujo. Afinal,
quem o estava atacando era a andorinha, que, apesar de singela, estava
agressiva e o atacava de maneira implacável.
Eu prejulguei com base na violência excessiva. Parecia ser
um ataque sem fundamento.
A partir do momento em que comecei a refletir sobre o porquê
de tal atitude, passei a pensar na importância de conhecer o contexto antes de
avaliar uma situação.
O ataque parecia desproporcional. Assim, sem entender o
contexto, meu julgamento foi leviano.
Quem era a verdadeira vítima?
Qual foi o fato que gerou tamanha ira a ponto de provocar um
ataque tão violento?
Nem sempre quem apanha é a verdadeira vítima. Toda ação pode
produzir uma reação. O que teria provocado tamanha ira na singela e raivosa
andorinha?
Entretanto, quem partiu para a violência foi ela e, diante
do senso comum, seu ato violento poderia tirar-lhe toda a razão.
Mas olha eu julgando novamente!
Talvez esse seja justamente o problema: vejo apenas alguns
minutos de uma história e já quero encontrar uma vítima, um culpado e até dar a
sentença.
Todos nós, seres vivos, temos nossas lutas. Quem olha de
fora o ocorrido nem sempre tem informações suficientes para avaliar uma
situação.
Portanto, é de bom-tom não julgar e, muito menos, tirar
conclusões ou tomar partido do pobre lagarto. De fato, não sei se ele tem
razão.
Quais são suas lutas e suas dores?
Ninguém sabe exatamente o que você está vivenciando.
Portanto, não permita que os julgamentos externos definam a sua verdade. Quem
observa apenas um pedaço da história dificilmente conhece o contexto inteiro.
Não, por favor, não me julgue sem ler o texto e sem entender
o contexto. Afinal, é apenas uma reflexão.
Quem, de fato, é o lagarto? Quem, de fato, é a singela
andorinha?
Eu?
O lagarto?
A andorinha?
Será a vírgula? Será o ponto?
Quem será a vítima? Quem será o algoz?
Não. É apenas uma reflexão.
Ou pode ser apenas uma questão de interpretação do conflito.
Da varanda do 303, observo, na paisagem nublada, alguns
prédios, e um questionamento surge em meus pensamentos: quantas pessoas moram
naquele prédio?
Geralmente, esses prédios mais comuns têm, no mínimo, oito
apartamentos por andar. Sendo 16 andares, se levarmos em conta que, hoje em
dia, as famílias são pequenas, o número de moradores por apartamento varia
entre uma e três pessoas, no máximo. São duas torres semelhantes no mesmo
condomínio.
Sei lá quantas pessoas moram lá. São milhares de edifícios
espalhados por essa região, que cresceu muito verticalmente, fechando quase
toda a paisagem horizontal urbana.
O dia continua nublado, e um ventinho gostoso anuncia uma
chuva fina e gelada. Algumas gotas já molham a minha velha pantufa e o meu
rosto. Um cheiro de mato misturado com poeira chega até minhas narinas. Uma
chuva abençoada, uma vez que o Brasil estava em chamas até ontem, resultado de
um calor intenso e de vários meses sem uma chuva decente. Portanto, ela é muito
bem-vinda.
Apesar do crescimento vertiginoso, a região aqui é muito
bonita. Tem um lago e um aterro com várias atividades esportivas e de lazer
para a comunidade que mora em torno. Da minha varanda, posso ver as copas das
árvores e todo o seu colorido nos dias ensolarados. Porém, hoje está nublado.
Outrora, era uma gleba cercada de milhares de árvores,
sítios e um lago. Hoje, uma gleba de milhares de edifícios e algumas árvores e,
felizmente, um lindo lago, todo urbanizado e preservado. O que me faz sentir o
privilégio que é morar aqui.
O céu permanece nublado, e a chuva se intensifica. Ao longe,
vejo um avião que passa bem próximo à torre do edifício que observo. Logo em
seguida, outro, que segue a mesma rota, passa rente às duas torres, rumo ao
aeroporto da minha linda cidade.
Eis que uma triste lembrança surge da minha memória. Uma
tragédia que abalou o mundo ocorreu em 11 de setembro de 2001. Em torno de três
mil pessoas perderam suas vidas quando dois aviões, seguindo uma rota
intencional, colidiram com as torres, levando milhares de pessoas à morte.
A chuva se intensifica, e eu me lembro das lágrimas
derramadas pela população mundial. Um suspiro brota do meu peito. Graças a
Deus, é 15 de setembro, e vários anos se passaram desde que essa tragédia
ocorreu.
Sinceramente, gostaria de não ter vivenciado e gravado esta
triste lembrança na minha memória, pois ela mostra que a vida é tão frágil
quando o ser humano se desumaniza, ao dar mais valor ao jogo de poder do que ao
ser. Basta apenas uma imagem para apertar os gatilhos de nossa mente.
Realmente, relembrar é sofrer duas vezes. O ambiente afeta
nossas emoções. O dia nublado deixou meu coração triste.
Preciso agradecer à chuva e mudar essa vibração. Afinal,
ainda temos o poder de controlar nossa mente; não somos escravos dela.
Já pensou no poder do pensamento e da vontade?
Podemos apertar um botão e destruir milhares de pessoas ou
podemos apertar um botão e descobrir a cura para milhares de males que assolam
o nosso planeta.
Estou aqui, na minha varanda, apreciando um chá que preparei. Sinto no ar um perfume que me traz uma doce memória da minha adolescência.
Vovó vem de mansinho, arrastando suas chinelas, coloca entre as minhas mãos a xícara fumegante e afaga meus cabelos. Logo depois, senta-se ao meu lado. Em suas mãos, algumas folhas de erva-cidreira. Ela esfrega uma delas entre os dedos.
O perfume sobe imediatamente.
Engraçado como uma folhinha tão simples consegue perfumar as mãos, a cozinha e, dependendo da disposição de quem a prepara, até eternizar momentos e transformá-los em memórias.
Para fazer o chá, coloco as folhas na caneca, despejo a água quente e cubro com um pires. Aprendi a fazer assim há muitos anos. Se é o jeito certo, cientificamente correto ou aprovado pela Associação Internacional das Avós que Fazem Chá, eu não sei. Mas é o meu jeito.
Enquanto espero, observo a fumacinha escapar pelas bordas do pires.
Afinal, é só um chá.
Ou não?
Há coisas que fazemos tantas vezes durante a vida que deixam de ser apenas coisas. Uma caneca de chá pode carregar uma mãe dizendo que aquilo vai melhorar a dor de barriga, uma avó colhendo folhas no quintal, uma noite de insônia, um resfriado, uma conversa demorada na cozinha.
Talvez algumas propriedades do chá estejam na planta. Outras, desconfio, estão na memória.
Quando a água fica morna, retiro o pires e bebo devagar.
Não sei se amanhã acordarei melhor por causa da erva-cidreira, pelo calor da água, pela pausa antes de dormir ou simplesmente porque acredito que aquele pequeno ritual me faz bem.
Também não importa tanto.
Afinal, para mim, não é só um chá.
É presença de vó.
Mas quem disse que as coisas simples precisam ser só alguma coisa?
Em meu estudo de hoje da obra Boa Nova, psicografada por Francisco Cândido Xavier e atribuída ao espírito Humberto de Campos, chamou-me a atenção uma comparação entre a vida humana e uma árvore.
O texto apresenta a infância como a ramagem, a mocidade como as flores e a velhice como o fruto. E uma frase, especialmente, ficou comigo:
“A velhice é o fruto da experiência e da sabedoria.”
Para uma concepção estritamente material da existência — nascer, viver, morrer e encerrar ali toda a experiência — essa imagem poderia ser apenas uma bela maneira poética de representar as fases da vida.
Contudo, quando penso na imortalidade do espírito, a árvore ganha outro significado.
A ramagem, a flor e o fruto deixam de representar somente começo, desenvolvimento e fim. O fruto carrega sementes. E as sementes anunciam continuidade.
Assim também compreendo nossas experiências na Terra. Cada existência acrescenta aprendizados a uma trajetória que não começa no nascimento nem termina com a morte. Aquilo que conseguimos compreender, transformar e construir em nós permanece como patrimônio do espírito.
Talvez por isso idade e sabedoria nem sempre caminhem juntas. Os anos vividos podem oferecer experiências, mas transformar experiência em aprendizado exige reflexão.
Diante da dimensão da vida espiritual, uma existência inteira talvez seja apenas uma aula dentro de um aprendizado muito maior.
E, se estamos aqui de passagem, isso não diminui a importância desta passagem. Ao contrário: torna ainda mais precioso aquilo que fazemos com o tempo que recebemos.
Reflexão a partir do estudo de Boa Nova, em 29/06/2021.Estudo da obra "Boa Nova" Francisco Candido Xavier pelo espirito Humberto de Campos
Destacamos o trecho que nos levou para reflexão sobre a vida na Terra (p.63).
"A vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa.
A infância é a sua ramagem verdejante.
A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas.
A velhice é o fruto da experiência e da sabedoria.
Há ramagem que morrem depois do primeiro beijo do sol, e flores que caem ao primeiro sopro da primavera.
O fruto, porém, é sempre uma benção do todo poderoso.
A ramagem é uma esperança; a flor uma promessa;
o fruto é a realização.
Só ele contém o doce mistério da vida, cuja fonte se perde no infinito da divindade."
Agradeço a fotógrafa Raquel Alves que me permitiu publicar no meu blog seu trabalho.
No dia 8 de maio de 2021, às 7h30 da manhã, fui receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Era a AstraZeneca.
Demorei para conseguir aquela vacina. Talvez por isso tenha sentido necessidade de registrar o momento em uma fotografia.
Já na entrada do posto de saúde, fiquei admirada com a organização do atendimento. Dois profissionais, devidamente protegidos com seus EPIs, conferiram meus documentos e me encaminharam para a recepção.
Ali, respondi às perguntas previstas no protocolo de segurança. Meus dados foram registrados no sistema, recebi a carteira de vacinação de adulto e fui orientada a aguardar meu nome aparecer no monitor.
Não demorou.
Lá estava ele, acompanhado do número da sala de vacinação.
Entrei.
A técnica de enfermagem, devidamente paramentada, explicou como seria o procedimento e pediu que eu relaxasse. Antes da aplicação, mostrou-me o pequeno frasco da vacina e explicou a dosagem.
Tudo muito simples.
Um frasco. Uma seringa. Uma dose.
Outra profissional percebeu que eu gostaria de registrar aquele momento e gentilmente fez uma fotografia.
Recebi a vacina, as orientações necessárias e voltei para casa feliz. Depois de tantos meses convivendo com notícias de doença e morte, aquela primeira dose representava para mim alguns passos a mais na direção da esperança.
Mas, durante o restante do dia, minha alegria dividiu espaço com outros sentimentos.
Pensei nas milhões de pessoas que morreram durante a pandemia. Pensei nos colegas que haviam falecido recentemente em consequência da Covid-19. Pensei nas famílias que perderam pessoas queridas.
Chorei por elas.
E meus pensamentos voltaram para aquele pequeno frasco.
Quantas pessoas trabalharam para que seu conteúdo chegasse até meu braço naquela manhã?
Imaginei cientistas atravessando dias e noites em laboratórios, pesquisadores estudando, testando, errando, recomeçando e correndo contra o tempo enquanto uma doença avançava pelo planeta.
Pensei também nos profissionais da saúde que estavam na linha de frente desde o início da pandemia. Muitos deles exaustos, trabalhando enquanto também sentiam medo, tinham famílias e enfrentavam suas próprias incertezas.
Aquela pequena dose não havia surgido de repente.
Era resultado de muito conhecimento acumulado, de pesquisas anteriores e do trabalho de inúmeras pessoas.
A história das vacinas também foi construída assim. No final do século XVIII, Edward Jenner realizou experiências que ajudaram a estabelecer a vacinação contra a varíola. Muito conhecimento foi acrescentado desde então, e a ciência continuou avançando.
Mesmo no século XXI, ainda convivemos com dúvidas, medos e desconfianças em relação à ciência. Eu também sabia que nenhuma intervenção médica poderia me oferecer uma garantia absoluta e que cada organismo poderia reagir de maneira diferente.
Ainda assim, naquela manhã, fiz a minha escolha.
Confiei no conhecimento científico e nos profissionais que trabalharam para que aquela vacina chegasse até mim.
Hoje, quando olho para a fotografia daquele 8 de maio de 2021, vejo mais do que o registro de uma vacina sendo aplicada.
Vejo uma mulher que havia esperado por aquele momento.
Vejo um pequeno frasco.
E, dentro dele, naquele momento tão difícil da nossa história, eu enxergava algo imenso:
esperança.
Minha gratidão a todos os homens e mulheres que trabalharam na pesquisa, produção, distribuição e aplicação das vacinas e a todos os profissionais da saúde que enfrentaram aqueles dias tão difíceis.
Para iniciar a reflexão sobre o tema é necessário entender o significado de cada um dos vocábulos abaixo, para isso recorremos ao dicionário Caldas Aulete:
Firme: significa sólido, seguro, determinado, que não vacila.
Rígido: significa rigoroso, o rígido não aceita mudança, não é flexível, não aceita ser contrariado.
Flexível: significa ter elasticidade, aceita mudanças, curva e até dobra, mas não quebra.
Ser firme não significa ser rígido, e ser flexível não significa ser fraco, não vamos confundir as coisas, aceitar mudanças significa encontrar novos rumos para atingir seu destino, um ser que é firme sabe o que quer, contudo sabem que a vida é movimento constante, todos estamos em processo de transformação, portanto a firmeza e flexibilidade se completam.
A firmeza e a flexibilidade se completam, uma vez que, a flexibilidade impede o firme de ser rígido, e a firmeza impede o flexível de ser fraco. Pense nisso! Pois, a flexibilidade conduz a interações harmônicas.
A tristeza faz parte do período de luto, a função da tristeza é promover um ajustamento íntimo, para que a pessoa recomece uma nova etapa existencial. A tristeza é um processo, um estado passageiro, por isso é necessário respeitar este momento e amparar o ser humano que está passando pelo período de luto e tristeza. Isto vai passar, deixe as lágrimas correrem, só apoie, ampare, pois somente o tempo vai ajudar no ajustamento mental.
Diante de uma perda devido falecimento de um ente querido.
São naturais: o desequilíbrio, a dor, o pesar, e as lágrimas, pois o ser humano passa por processos psicológicos de adaptação e de reequilíbrio diante das perdas da vida.
A morte na terra é o termino somente da existência física, é a passagem do ser infinito para nova forma existencial.
O que chamamos de morte faz parte de um processo da vida é necessario que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamamos de destruição não passa de transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos. Toda dor que vivenciamos tem o poder de nos transformar. Ao sentir a dor da perda jamais seremos os mesmos, nos transformamos em outra pessoa, desenvolvemos a empatia e amadurecemos.
A ação obsessiva é marcada por momentos diversos de atuação de um ser sobre o outro, pode se apresentar sob os seguintes aspectos:
Desencarnado sobre encarnado
Encarnado sobre desencarnado
Encarnado sobre encarnado
Encarnado sobre si mesmo ( "O homem não raramente é obsessor de si mesmo".)
São detectadas as seguintes fases:
insinuação
assédio
conexão mental
domínio
De acordo com a doutrina espírita obsessão, significa a atuação ou domínio que um ou mais espíritos exercem sobre outro. Segundo Kardec "A obsessão consiste no domínio que maus espíritos assumem sobre certas pessoas como objetivo de escravizar e submeter à vontade deles, pelo prazer que experimentam em fazer mal". (ZIRMMERMANN, 2011, p. 478).
Tem solução para obsessão? Tem sim "JESUS e seus ensinamentos".
Como vencer a obsessão buscar ajuda espiritual, manter o padrão vibratório e atitudes no bem, vigiar e orar, passes, educação é a palavra, cuidar da sua casa mental, para pensar e agir no bem, para não ser fantoche de ninguém, nem encarnado nem desencarnado.
Vamos estudar um pouquinho das fases da obsessão:
Insinuação:
O obsessor busca atrair a distância a sintonia do obsidiado enviando, ideias imagens, usa da insinuação maligna para fazer uma ponte de acesso à mente do paciente aproveita de sua falta de vigilância, o perseguidor sem amor é sagaz e a partir daí, atua, usam da telepatia, hipnotismo, magnetismo para invadir o sagrado território mental dos irmãos desprevenidos que não entenderam a advertência de Jesus "Vigiai e Orai". Observe seus pensamentos verifique se são realmente seus?
Assédio
As portas da mente são abertas pela insinuação, levam o perseguidor a um cerco mental mais insistente: é o assédio obsessivo, cujos efeitos passam a ser percebidos, pois geram mudanças perigosas de atitudes, pensamentos às vezes desordenados, falhas de memória, falta de concentração, cansaço físico e mental, entre outros sintomas de doenças nas quais o médico não consegue detectar a causa de , exaustão, dores de cabeça, febre, vômitos, ansiedade sempre querendo sair do lugar em que está, falta de concentração dificuldade em realizar cálculos, confusão mental, sai e retorna sem saber o que foi fazer ao retornar. Aqui já está na fase do assedio ostensivo.
A insinuação é uma ação premeditada, porém acontece com muita frequência que um espírito em sofrimento enlouquecido pelas angustias e dor se aproxime do ser invigilante e sem se dar conta do mal que está fazendo provocando, alguns são usados por obsessores mais cruéis e inteligentes para atormentar sua vítima que são seu alvo, ações movidas muitas vezes por ódio ou vingança.
André Luiz afirmava que somos satélites uns dos outros, assim como expedimos raios magnéticos recebemo-los ao mesmo tempo.
Em caso de mediunidade a situação é extremamente delicada uma vez que o médium é perispiritualmente mais sensível, por isso precisa buscar o conhecimento e estar sempre vigiando e orando, para ter sabedoria e discernimento e assim saber identificar seus sentimentos, suas emoções e vigiar os pensamentos, buscar conhecer a si mesmo, é muito importante conhecer o processo, com humildade e paciência, juntamente com a persistência no serviço de auxilio consiga se livrar da perniciosa influenciação.
Conexão mental
O assédio fica mais agravante com o estreitamento das partes envolvidas, quando o influenciado se entrega a influenciação, que hora se dava de maneira sútil, passa agora a ser mais densa e ostensiva é a fase da conexão mental em que o períspirito do perseguidor passa a ligar-se mais ao corpo espiritual do obsidiado, inaugurando as possibilidades de justaposição perispirítica, que abre as portas não só para um tipo de fascinação mis persistente como para os processos simbióticos e parasitários .
nesta fase as ligação mente a mente se estabelece enfraquecendo gradual e dramaticamente a vontade do paciente, que fica subjugado ao seu obsessor. Aqui se inicia a fase do domínio.
Domínio
É a fase mais grave do processo obsessivo, pois aqui acontece a quebra de resistência do ser obsidiado que permite o seu perseguidor instalar seu domínio mental sobre si, a subjugação acontece, o sujeito perde a capacidade de discernir e os espírito obsessor assume a sua vontade, e este vira um fantoche controlado pelo seu algoz.
Quando o sujeito luta contra as ideias e vibrações na fase do processo de insinuação a reversão ocorre com facilidade com passes magnéticos e o tratamento mediúnico, prece, reforma íntima (mudança de atitude no bem, ou seja busca a auto educação), isso se chama resistência, pois quando você quer fechar suas janelas e portas os trabalhadores do bem te ajudam, na proteção sagrada de sua casa mental.
Quando você aceita as insinuações e tem um deleite nas ideias você está abrindo as portas de seu mental para estranhos passivamente, o processo se instala, e age como um tumor que só vai crescendo até tomar conta da sua casa mental e você passa ser subjugado até perder todas suas forças, sofre e faz sofrer aqueles que estão em torno de você, pois esta é a intenção de seus algozes, os espíritos protetores respeitam seu livre arbítrio, mas antes mandam diversos avisos, precisa estar atento e proteger sua casa mental.
A pessoa mais importante em minha vida? Responder esta pergunta a tempos atrás, seria muito difícil, e eu diria: credo com tantas pessoas importantes em torno de mim fica difícil escolher uma pessoa, contudo hoje com 56 anos de vida, eu respondo de imediato um questionamento como este.
A pessoa mais importante em minha vida é esta que eu vejo quando eu acordo, é sempre a primeira que eu vejo, e é esta a primeira que me olha, ainda com cara de sono e escovando os dentes, tenho a coragem de sorrir para mim, com os cabelos embaraçados e com os olhos escuros, devido as olheiras, olho com carinho, e eu digo assim: vamos lá Soninha, temos um dia todinho pela frente.
A pessoa mais importante em minha vida consegue me aceitar do jeitinho que eu sou, entretanto insiste e persiste em dar bons conselhos: não esqueça de tomar o remédio da pressão, quer ter um derrame e andar toda torta? Quer? Tome água. A persona é tão importante que mesmo quando estou brava e reclamando tem coragem e fala baixinho: chega, para de reclamar, você sabe que lamúria, gera lamúria, gratidão gera gratidão, faça sua escolha ou às vezes impõe: chega de estudar está na hora de ir dormir, amanhã precisa acordar cedo, ou ainda, quando arrumo uma discussão: vai lá perdoa, você também perdeu a paciência, agora coragem hora de pedir desculpas, eu digo baixinho, não fiz nada, ela resmunga: vá lá, assim mesmo, acaba logo com essa palhaçada, perde a paciência: agora. Tenha tolerância deixa ele, cada um tem o tempo certo para despertar, deixe ele falar, ele tem esse direito, precisamos respeitar, faça de conta que não ouviu.
A pessoa mais importante na minha vida fala assim para mim: hoje é domingo não esqueça de fazer o evangelho no lar, nós precisamos agradecer a Deus pela saúde e proteção que ele nos dá.
Acorda é segunda-feira! Você já dormiu demais menina! Não adianta fugir precisa enfrentar a vida. Hoje é dia de arrumar este quarto, não tem vergonha de deixar esse armário bagunçado assim?
Credo você está enrolando de novo, vamos terminar esse trabalho logo e entregar, assim você vai se sentir aliviada e feliz por concluir mais um projeto.
Esta pessoa me dá bronca, assim sem mais nem menos: chega de comprar livros, termine de ler aqueles que você já comprou; comprar tecidos primeiro conclua o que já começou.
Anda direito você não precisa andar como uma velha, tenha postura menina.
Esta com dor tome remédio, para de chorar, é tristeza tenha dignidade, ninguém precisa deste espetáculo, sorria vamos lá ; deixa de se fazer de vítima, reaja tudo passa.
Ei que tal parar de pensar besteira, não é de sua conta não se intrometa, vai ler um livro, assistir um filme, enfim distrair a mente, cuide da sua vida, deixe ele fazer do jeito dele, eles estão adultos. Credo ela parece um grilo falante, mas tem momentos que fica bem quietinha e medita comigo.
É melhor você deixar de preguiça e abrir aquela gramática agora este texto precisa ser melhorado, quer escrever estude português, saber falar, não é o mesmo que escrever, então não dê vexame, estude, abra agora esta gramática já, coragem você vai conseguir.
Apresento a pessoa mais abençoada que me ama e quer o meu melhor, não tem como não amar alguém assim, não para de rir, nunca vi alguém tão engraçadinha, vive rindo de mim, mas eu amo esta persona aqui, olha ela lá no espelho como sempre sorrindo para mim, minha melhor companheira, a melhor versão de mim, cada dia que passa, eu amo mais e mais a pessoa que eu me tornei, eu me educo e aprendo a cada dia ser melhor, eu, persona e sombra somos um, aprendemos juntos.
Eu sou meu melhor projeto, minha melhor amiga, sou minha, eu sou, sim sou a pessoa mais importante em minha vida e da minha vida, pois sou a divina expressão de Deus, sou um milagre divino pleno de possibilidades, esta sou eu! Eu amo cada fibra do meu ser material e espiritual.
Ele disse que devemos "Amar o próximo com a si mesmo"; eu estou aprendendo amar a mim mesma, acredite esse é um grande e difícil passo, mas amar e olhar para si é o começo para aprender a amar o próximo, porque nós só podemos dar o que temos. Pense nisso!
Março de 2020, especificamente dia 13, uma sexta-feira em plena aula de Teoria Literária, o professor todo animado apresenta o cronograma da disciplina, quando recebe um inusitado aviso do colegiado, que deixou todos nós em choque.
Aulas suspensas e os alunos devem ser dispensados imediatamente mantendo o distanciamento social, pois a universidade não tem condições sanitárias para continuar as aulas presenciais no período de pandemia. O prédio deve ser se esvaziado imediatamente e os alunos não podem permanecer no campus, todos devem cumprir quarentena em suas casas.
Na saída, eu pedi ao professor que indicasse um bom livro, descendo as escadas ele disse: leia “Enterre seus Mortos”, você vai gostar. Saímos apressados ainda muito surpreendidos. A cidade amanheceu fechada devido ao decreto Municipal. Eu comprei o livro pela internet, e assim que chegou, eu iniciei a leitura, uma vez que estava entediada, desatei a ler e me vi envolvida com uma história de arrepiar, bebi cada parágrafo, até que devorei a última palavra, eu estava em choque, inacreditável como que ela, uma escritora tão jovem, conseguiu escrever tudo aquilo? O meu estômago revirava, inexplicável aquela sensação.
Sete meses depois, uma cena na televisão aciona minha memória, praias superlotadas, os brasileiros cansados do isolamento social comemoram sete de setembro de 2020, escolhem a morte e abrem mão da independência em plena pandemia. O jornal exibe as imagens são corpos esticados sob o sol escaldante, uns sobre os outros, distanciamento social nenhum, aglomeração total.
Bastaram aquelas cenas para lembrar da última cena, daquela história de arrepiar, as inocentes ovelhas estendidas no asfalto, junto com seu pastor esturricadas pelo impiedoso raio, e ele a juntar os corpos…, e aquelas pessoas ali estendidas, uma vez que, escolheram arriscar suas vidas e de seus familiares, isso sim é uma história de arrepiar, saber que nós que seguimos mantendo o isolamento social, temos que enterrar os nossos mortos, realmente é de arrepiar.
Este vídeo é fantástico ele tem poder de harmonizar o ambiente e a mente,sempre faço uso dele, funciona muito aqui em casa, coloco este som logo em seguida dá uma disposição para arrumar tudo, espanta preguiça, mal humor, conflito, melhora o astral da casa.
Experimente, afinal não custa nada tentar, eu acredito que o som tem capacidade para desintegrar energias negativas.
O período de luto devido uma perda é
um período bem doloroso, contudo é muito importante ser vivenciado, somente o
tempo consegue trazer um pouco de alívio. Neste momento de luto precisamos dar
vazão as nossas lágrimas, refletir sobre a relação, olhar os pontos positivos, sim
existe algo de positivo para olhar, o convívio com o ente amado, realmente a
ausência nos traz dor isso acontece
quando tem amor, amar alguém é algo muito bom, talvez no período de convivência
este amor não era percebido e na ausência ele se intensifica.
Lembrar dos bons momentos e rever os
não tão bons, pois isso nos faz crescer com a dor e melhorar nossas relaçõescom os que ainda estão ao nosso derredor. Devemos
evitar o que fazem algumas pessoas, que estendem o luto para o resto de suas
vidas e deixam de viver e de usufruir da presença de seus amores que ainda
permanecem compartilhando lhe a vidae
muitas vezes sofrendo duplamente a perda.
Racionalizemos a vida é muito
passageira para perdermos o tempo com lamentação que não vão reverter a
situação, afinal, existem propósitos divinos que desconhecemos e em respeito a
eles, devemos seguir em frente e viver intensamente fazendo o nosso melhor para
nós e para os que ainda estão a nossa volta. Observamosque têmmãe e ou pai que choram a morte de um filho por toda sua vida e acabam
porabandonar os demais, e isso gera dor
e sofrimento em toda família. Será que o ente amado ficaria feliz com isso?
As pessoas que amamos e que já
partiram vão permanecer vivas em nossos
corações. Segundo a doutrina espírita, lágrimas e tristezas em demasia
prejudicam a recuperação do espírito que já desencarnou, (faleceu), em respeito
a esse amor devemos orar por ele e confiar na providência divina.
A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções.
Saúde mental é um termo muito usado atualmente, eu me interesso muito por este tema porque ele vem de encontro com a Auto-educação que eu sempre busco exercitar, portanto estou sempre pesquisando sobre o assunto e gosto muito de ler um livro, que me encanta e neste texto aqui eu apresento alguns recortes do livro SAÚDE do Espirito Miramez, psicografado pelo médium João Nunes Maia que diz o seguinte:
" A alegria afrouxa os nervos e tonifica as correntes de vida que visitam os centros de força: harmoniza os corpos e purifica o ambiente em que respiras.", (p.48).
Para ser franca eu não sou muito dada a risos fáceis, levo sempre a vida de forma muito séria, mas como Deus não faz nada sem equilíbrio e harmonia me deu um companheiro de Jornada que vive rindo e sempre me provoca os risos, que afrouxam os meus nervos, admiro muito quem tem a facilidade de rir de tudo, infelizmente alguns riem dos outros e de sua mazelas, contudo este tipo de riso me deixa francamente irada.
A alegria verdadeira deve sair do interior de nossa alma, de um espírito de gratidão pelas inúmeras bençãos que Deus coloca em nossas vidas e muitas vezes estamos tão perturbados na busca de manter tudo sob controle que perdemos a leveza e não observamos a beleza que está nas coisas simples da vida.
Graças ao bom Deus e a doutrina espirita eu aprendi que não temos controle de tudo, somente podemos ter domínio em nosso espaço íntimo e isso já é uma bem difícil, aprender a conhecer o nosso íntimo e a reconhecer nossas emoções é tarefa para uma vida.
O fato de ter riso fácil, não significa estar feliz, rir e sorrir é uma escolha, e podemos começar exercitando racionalmente em nossa vida o hábito de sorrir.
Quando estamos interagindo podemos dar um sorriso antes de iniciar uma conversa por mais simples que seja, olhar nos olhos e sorrir já é um bom começo, para harmonizar a interação.
Palavras simples como um, "bom dia" ou um simples "Oi", acompanhadas de um sorriso e um olhar com forte desejo de acolher o nosso próximo, já é um bom começo, toda mudança exige prática.
A auto-educação exige a prática de exercício diário da gentileza, independente do que o outro vai pensar eu decidi ser gentil, o que o outro vai fazer com isso é problema dele, eu não tenho controle sobre isso, optei por ser gentil por livre escolha, dou meu sorriso por decisão minha, não estou trocando estou doando e ao mesmo tempo, me auto-educando, percebeu a diferença, doar é diferente de trocar, se você disser bom dia e a pessoa não retribuir é problema dela, você doou um forte desejo que aquela pessoa tenha um ótimo dia, se ela não retribuir seu bom dia, não há problema algum porque o seu dia já está bom, porque você quer que ele seja bom, todos os acontecimentos do dia serão desafios a serem resolvidos, e não tragédias, quem decide isso é você, depende da sua escolha.
O poder da alegria muito nos ajudará, quando aprendermos a dominar esse dom divino colocado por Deus dentro dos nosso corações.
"Jamais poderá haver felicidade sem Alegria"
Lembre-se:
Quando você receber um limão faça uma limonada.
Isso significa não se desespere pense o que posso fazer com este limão?
Quais ingredientes posso usar para melhor isso, se você não gostar de limonada use para temperar uma salada, fazer uma limonada, temperar, reclamar e lamentar, a escolha sempre será sua, deixar a frustração tomar conta de suas emoções e acabar com seu dia, porque esperava uma laranja.
Um grande psicólogo disse que a mais espantosa características das criaturas humanas é o seu poder de transformar em grande as pequenas coisas.
Use seus taletos para fazer o melhor com o que a vida apresentar para você.
Agora vale a pena aprender um pouco com Anete Guimarães, uma professora que eu admiro muito, eu busco a saúde mental, estou sempre lendo e estudando sobre o assunto encontrei este vídeo dela e compartilho com vocês, Anete Guimarães é uma professora que eu admiro muito, devido a qualidade de suas palestras, que vão além de uma bela exposição para nos presentear com uma aula com conteúdo valiosíssimo atemporal.
E, como todo presente, veio embrulhada. Fui abrindo aos poucos, sem saber exatamente o que encontraria dentro do pacote.
Vieram a infância, a juventude, o trabalho, os filhos, as alegrias, os erros, as perdas, os acertos. Algumas coisas escolhi. Outras simplesmente chegaram e tive que aprender a lidar com elas.
Durante muito tempo, vivi preocupada com o que precisava fazer depois. Havia horários, compromissos, responsabilidades e pessoas que dependiam de mim. Era preciso trabalhar, cuidar da casa, criar filhos, resolver problemas.
Fui mãe sem fazer curso para ser mãe.
Aprendi na prática. Na raça.
Errei também. Hoje consigo olhar para muitos desses erros com mais serenidade. Se fiz escolhas equivocadas, muitas vezes foi porque ainda não possuía o conhecimento que tenho agora.
Quando olho para meus filhos, agradeço. Fiz o melhor que consegui com a mulher que eu era naquele momento.
Agora estou aposentada e vivo outra etapa.
Já não tenho a mesma necessidade de controlar o tempo. Aliás, talvez tenha descoberto que nunca o controlei de verdade.
O relógio continuou andando enquanto eu fazia planos.
Hoje quero outra coisa.
Quero estar presente.
Se estou tomando café, quero tomar café. Se estou lendo, quero ler. Se estou conversando com alguém, quero estar naquela conversa. Se estou aprendendo alguma coisa nova, quero aproveitar inclusive a dificuldade de ainda não saber.
Parece pouco.
Não é.
Passei boa parte da vida preparando o momento seguinte. Agora quero experimentar o momento que chegou.
Continuo querendo aprender, compreender o mundo e, principalmente, compreender um pouco mais a mim mesma.
Não sei quanto ainda resta dentro daquele pacote que recebi.
Ninguém sabe.
Talvez seja justamente por isso que o tempo tenha se tornado tão precioso para mim.
Hoje já não quero desembrulhar a vida depressa para descobrir o que haverá no final.
Quero aproveitar o presente.
Tempo
Este vídeo é muito interessante é do Canal Odisseia do Haroldo Dutra, um palestrante que eu admiro muito, divulgo aqui um dos trabalhos dele e sugiro que assistam até o fim, pois oferece um aprendizado muito profundo sobre a vida e seus ciclos, que me conduziu a profundas reflexões sobre a minha vida. E sendo possível visitem o canal dele, que vale a pena.
Nós temos centros de forças que estão interligados com nossos pensamentos, palavras e atos, quando agimos no mal, causamos desarmonia e desequilíbrio nos nossos centros de forças e geramos campo propício para doenças. E não é só para grandes ações, um insignificante pensamento em desarmonia com as leis naturais é o gatilho para gerar uma porta aberta para doença, portanto devemos vigiar nossas palavras para não ferir ninguém, manter-se sempre conectado com as forças vibratórias de paz e serenidade, o constante esforço para atitudes no bem acaba por atrair em torno de nós forças benéficas, assim como vibrar no mal atrai companhia semelhantes. Escolha vibrar no amor.
Quando comecei a estudar mediunidade, uma das obras que me chamou a atenção foi No Invisível, de Léon Denis.
Dentro da concepção espírita, a mediunidade não é apresentada como privilégio, espetáculo ou sinal de superioridade. Ao contrário, é compreendida como uma faculdade que exige estudo, responsabilidade e, sobretudo, equilíbrio.
Essa ideia sempre me pareceu importante.
Não vejo sentido em transformar aquilo que consideramos uma faculdade espiritual em motivo de vaidade. Se uma capacidade nos torna mais orgulhosos, intolerantes ou convencidos de que somos especiais, talvez estejamos esquecendo justamente aquilo que deveria ser mais importante: o que fazemos com ela.
Léon Denis dedica parte de sua obra às dificuldades enfrentadas pelos médiuns e chama a atenção para a responsabilidade moral relacionada à prática mediúnica.
É nesse ponto que a palavra educação me parece tão importante.
Para mim, estudar mediunidade não significa procurar fenômenos. Significa buscar compreensão, aprender a lidar com aquilo em que acredito e reconhecer também os meus próprios limites.
E há uma lembrança que sempre me acompanha.
Uma amiga, quando percebe minhas vacilações, costuma me dizer:
— Lembra para quem você trabalha. Para Jesus. E segue em frente sem medo.
Talvez seja uma frase simples. Para mim, porém, funciona como um chamado à responsabilidade.
Porque, se a mediunidade realmente pretende servir ao bem, não deveria nos fazer sentir maiores.
Deveria aumentar nossa disposição para servir.
Reflexão a partir da leitura de No Invisível, de Léon Denis.
Texto produzido por Sônia Rocha, base de produção a obra de No Invisível de Léon Denis.
Nem sempre conseguimos impedir que a raiva, a inveja, o rancor ou o desejo de revidar apareçam em nossos pensamentos.
Somos humanos.
Talvez nossa responsabilidade comece justamente depois que percebemos esses sentimentos.
Podemos alimentá-los, permitindo que ocupem cada vez mais espaço, ou podemos observá-los e perguntar: por que estou sentindo isso? O que posso fazer com esse sentimento sem ferir a mim ou ao outro?
Gosto de imaginar a mente como um terreno.
Nem sempre escolhemos todas as sementes que chegam até ele. Algumas são trazidas pelo vento, pelas circunstâncias e pelas experiências da vida.
Mas podemos escolher quais delas desejamos cultivar.
Para mim, é também nisso que consiste a reforma íntima: não negar aquilo que ainda existe em nós, mas reconhecê-lo e trabalhar para transformá-lo.
Orar ajuda. Vigiar também.
Mas vigiar, para mim, não significa viver procurando defeitos dentro de nós.
Significa prestar atenção.
Porque cuidar dos pensamentos, sentimentos e atitudes é um trabalho que ninguém pode fazer em nosso lugar.